Hórus x Jesus: Um Estupro à Mitologia Egípcia

Horus_Jesus   Natal – época de várias questões irritantes. E entre as piadas toscas de parentes chatos e aquela “tia” perturbadora, ainda temos que acompanhar no Facebook e em seus diversos grupos de debates essa comparação no mínimo estranha entre duas figuras mitológicas um tanto quanto populares, cujas mitologias deveriam ser largamente conhecidas – mas não é o que rola. Recentemente, por causa de um filme chamado “Zeitgeist” as comunidades Ateístas começaram a realizar um “estudo” paralelo entre religiões, tentando forçar características entre os (assim supostamente) principais “messias solares” nas religiões antigas, alegando que “Jesus” seria um plágio de tais religiões. Bom, é um ponto muito importante frisar aqui que não estamos “defendendo cristianismo” ou “fazendo apologias” – então se for pra dar uma de animal nos comentários, sugiro desenvolver mais o intelecto antes, com foco em interpretação textual. Mas estamos abordando meramente as questões históricas/mitológicas relacionadas a tais mitologias e seus cultos antigos e as distorções realizadas nelas, intoleráveis a qualquer estudante de mitologia – independente de qual crença você siga. Bom, havendo inúmeras fontes boas de material sobre tanto Egiptologia quanto Cristianismo, dá pra se ter uma ideia dos erros gravíssimos nessa comparação. Mas vamos analisá-los por partes. Não achei a imagem original da “ATEA”, mas achei uma bem semelhante e com as mesmas besteiras. Vejamos: Jesus horus deus egipcio 25 de dezembro   Bom, esse monte de informações errôneas surgiu, como citado anteriormente, no filme “Zeitgeist”. Tal filme afirma (na parte III, relacionada a religião) que Jesus é um “plágio de Hórus” e as informações da imagem acima são passadas. Hórus é logicamente mais antigo que Jesus, tendo este nascido no “Ano 0” do calendário romano. Aliás, essa questão do calendário quebra o primeiro mito dessa conexão falsa – os egípcios não comemoravam o “dia de Hórus” em 25 de Dezembro. Essa data foi “roubada” pelos cristãos dos Gregos e Romanos. Quando Constantino lançou seu édito tornando o Cristianismo uma religião não mais proibida e perseguida pelos pagãos, mas uma religião apoiada pelo governo de seu império, concedendo até mesmo poder judicial aos bispos, os pagãos revoltosos recusavam-se a adorar o “novo deus único” e os pagãos convertidos recusavam-se a deixar de lado suas antigas tradições milenares, familiares e seu feriado relacionado a Mithra (culto que foi incorporado em Roma, não sendo originalmente romano) – que é de fato um Deus ligado ao Sol e ao natal como conhecemos (antes da Coca Cola inventar o papai noel e misturar cultos pagãos, cristãos e… “cultos consumistas”). O segundo mito que esmaga essa falsa conexão entre ambos é a questão da virgindade. Para se ter noção de como esse sincretismo é forçado, Maria, mãe de Jesus nos mitos cristãos só foi tida como sendo “Virgem” durante o Concílio de Nicéia, em 325 d.c.; quando o Concílio se reuniu e debateu (entre muitos outros tópicos) a “Heresia Ariana”, onde o filósofo Arião havia negado a divindade de Cristo. Debatido o tema e afirmada e declarada como Dogma da Igreja a divindade de Jesus, Maria entrou em debate. Nos anos que se seguiram, o concílio debateu e chegou ao consenso de que, sendo Deus, Jesus precisava de um nascimento divino. Então, Maria foi atribuída ao posto de “Teotokos”, do grego “Mãe de Deus” e sua Virgindade elaborada para tornar o nascimento divino. Já Ísis, mãe de Hórus, era mulher de Osíris, o Deus da Fertilidade Masculina (em contraposição a seu irmão, Seth, que era estéril!). Ela não devia ser virgem em muitos orifícios não… na verdade, ele era tão fértil que ela copulou com o cadáver dele, após a emboscada de Seth, e mesmo morto ele a fecundou. Essa foi a origem de Hórus. Nada semelhantes, como podem ver. Reparem que também tentam forçar um sincretismo entre nomes “Isis-Meri” com “Maria. Ok, o nome Egipcio de Isis era “Aset”. Nada a ver também. O nascimento de Horus não foi acompanhado por “três magos”, nem por uma estrela. Hórus era o próprio céu, sendo o Sol e a Lua tido como seus olhos, em certas regiões do Egito (a mitologia tem muitas variáveis). Ele possuía uma forma de falcão, divina, uma forma de criança, a qual foi treinado em magia pela sua mãe (Aset era Deusa da Magia) e em luta e guerra por ninguém menos do que o próprio Seth! Ele não era uma “criança prodígio”, ele era filho de um dos irmãos que disputavam a coroa de Rá. Dessa forma, ao matar Osíris, Seth achou que assumiria o trono, sem saber da existência de seu sobrinho. Quando Ísis o impediu de assumir o posto, ela o fez justificando que seu sobrinho possuía o direito nato de lutar pela coroa. Sendo assim, o próprio Seth o treinou para que, ao atingir a idade adulta, lutasse contra ele e decidissem de forma justa quem seria o Rei dos Deuses. Curiosamente, Hórus e Seth, além de tio e sobrinho e aluno e aprendiz, tinham um caso homossexual onde Seth sodomizava Hórus. Ambos eram bissexuais. horus13 Como já vimos também, Hórus não viajou com discípulos. Ele passou sua vida treinando a arte de lutar e da magia para poder lutar com seu tio e assumir sua coroa, ao contrário do pacifista e casto Jesus. Não havia o maniqueísmo pós gnosticismo dos cristãos, então Seth não era sincretizado com o Diabo até o cristianismo se alastrar pela África. Seth era um Deus muito importante, que embora fosse caótico e “pecador” (a cópula com Hórus era considerada herética) ele era totalmente necessário, pois era ele que afastava Apep, a serpente devoradora de Tudo da Barca dos Deuses. Ele era o Deus mais poderosos em força. Horus jamais foi relacionado com “luz de Deus”, até porque ele era o próprio céu. Muito menos com cordeiros! Seu símbolo era um Falcão! Para encerrar, Horus jamais foi traído e muito menos crucificado. Misturaram o mito de Hórus com o de seu pai, Osíris. Este último sim, foi traído por Seth, que o pediu para experimentar uma armadura a qual ele havia encantado. Quando Osíris o fez, ficou incapaz de se mover e foi esquartejado, tendo seus pedaços espalhados pelo Rio Nilo. Os pedaços foram reunidos por Ísis e remontados por Anúbis, para que ela pudesse gerar um filho. Jamais houve cruz mencionada na história. Aliás, as Cruzes Egípcias, chamadas Ankh ou Ankhsata são símbolos de Vida Eterna, e não instrumentos de morte/tortura. Essa era uma penalidade Romana para os crimes mais graves. Se acompanharmos a história crística, veremos que embora condenado pelos Judeus, o Nazareno teve a pena aplicada pelos Romanos que se ocupavam da região de Jerusalém na época de sua morte. Pôncio Pilatos se abstendo de decisão devido a crise em seu governo, deixou que os Judeus decidissem a pena – mas os soldados Romanos executaram dentro da tradição Romana – Crucificação. Uma pena bem normal para a época. Horus_by_yigitkoroglu Então pessoal, é isso. Essa comparação é realmente muito tosca e forçada. Então independente de se você é cristão, Ateu, Satanista, Ocultista, Ninja… É sempre bom pegar um livro e ler antes de tentar pagar de “cult descolado” no facebook pros seus amigos por não comemorar o Natal. E no fim, eu sei que pelo menos aquele chester você vai comer até janeiro. Feliz seja-lá-que-diabos-você-comemore-que-não-é-da-minha-conta pra vocês. Azi Dahaka.  Ba Nam I Ahereman.

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24 comentários sobre “Hórus x Jesus: Um Estupro à Mitologia Egípcia

  1. Sim, concordo contigo em alguns pontos, exemplo da Cruz, lamentável essa comparação forçosa que HORUS tinha uma Cruz e foi crucificado, isso não se tem na mitologia egípcia…na verdade Cristo ele pega um pouco de cada mitologia, igual e mais coerente fazer essa comparação do Natal de Cristo com a Sartunalia/Mitraismo que os Romanos festejavam no dia 25 de dezembro SOLIS-INVICTUS…onde a noite é mais longa do que o dia, uma tradição celta que chamamos de YULE, onde o Deus celta BELTANE desce até o submundo e a terra fica na escuridão mais prolongada até a sua volta, pois ele é o senhor da LUZ….então veja que a tradição celta tem mais haver com o natal de fato é com uma forma que o cristianismo vai tomar do que propriamente egípicia…é só para terminar a CRUZ e o símbolo que os romanos tiraram se baseando no Ankh (chave da vida), que usaram para símbolos totalmente diferente do que é o ankh.

    1. É cara, eu sou muito religioso, mas não cristão e o post não teve nada a ver com “defender cristo”. Mas como estudante de mitologia, precisei elucidar essa questão.

      Tiro no pé pra ATEA! hahahahaha

  2. Osorio Santos

    Pra mim esta historia de Jesus, tem sim pontos com outros deuses, Mitologicos A Cruz foi usada por varios povos:
    A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3.° séc. A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam-se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça transversal abaixada um pouco, para representar a cruz de Cristo. — An Expository Dictionary of New Testament Words (Londres, 1962), W. E. Vine, p. 256.
    É um fato estranho, contudo inquestionável, que nas eras muito anteriores ao nascimento de Cristo, e desde então, em terras intatas aos ensinos da Igreja, a Cruz tem sido usada como símbolo sagrado. . . . O Baco grego, o Tamuz tírio, o Bel caldeu e o Odin nórdico foram todos simbolizados pelos seus devotos por um instrumento cruciforme. — The Cross in Ritual, Architecture, and Art (Londres, 1900), G. S. Tyack, p. 1.
    A cruz na forma de ‘Cruz Ansada’ . . . era carregada nas mãos dos sacerdotes e reis-pontífices egípcios como símbolo de sua autoridade como sacerdotes do deus-Sol e era chamada ‘o Sinal da Vida’. — The Worship of the Dead (Londres, 1904), Coronel J. Garnier, p. 226.
    Usavam-se essas cruzes como símbolos do deus-sol babilônico, e são vistas pela primeira vez numa moeda de Júlio César, 100-44 a.C., e daí numa moeda cunhada pelo herdeiro de César (Augusto), em 20 a.C. Nas moedas de Constantino, é o símbolo mais frequente; mas, o mesmo símbolo é usado sem o círculo ao redor, e com os quatro braços iguais, verticais e horizontais; e este era o símbolo especialmente venerado como a ‘Roda Solar’. Deve-se declarar que Constantino era um adorador do deus-sol, e não quis entrar na ‘Igreja’ senão cerca de um quarto de século depois da lenda de ter visto tal cruz nos céus. — The Companion Bible, Apêndice N.° 162; veja também The Non-Christian Cross, pp. 133-141.

  3. Osorio Santos

    A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3.° séc. A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam-se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça transversal abaixada um pouco, para representar a cruz de Cristo. — An Expository Dictionary of New Testament Words (Londres, 1962), W. E. Vine, p. 256.
    É um fato estranho, contudo inquestionável, que nas eras muito anteriores ao nascimento de Cristo, e desde então, em terras intatas aos ensinos da Igreja, a Cruz tem sido usada como símbolo sagrado. . . . O Baco grego, o Tamuz tírio, o Bel caldeu e o Odin nórdico foram todos simbolizados pelos seus devotos por um instrumento cruciforme. — The Cross in Ritual, Architecture, and Art (Londres, 1900), G. S. Tyack, p. 1.
    A cruz na forma de ‘Cruz Ansada’ . . . era carregada nas mãos dos sacerdotes e reis-pontífices egípcios como símbolo de sua autoridade como sacerdotes do deus-Sol e era chamada ‘o Sinal da Vida’. — The Worship of the Dead (Londres, 1904), Coronel J. Garnier, p. 226.
    Usavam-se essas cruzes como símbolos do deus-sol babilônico, e são vistas pela primeira vez numa moeda de Júlio César, 100-44 a.C., e daí numa moeda cunhada pelo herdeiro de César (Augusto), em 20 a.C. Nas moedas de Constantino, é o símbolo mais frequente; mas, o mesmo símbolo é usado sem o círculo ao redor, e com os quatro braços iguais, verticais e horizontais; e este era o símbolo especialmente venerado como a ‘Roda Solar’. Deve-se declarar que Constantino era um adorador do deus-sol, e não quis entrar na ‘Igreja’ senão cerca de um quarto de século depois da lenda de ter visto tal cruz nos céus. — The Companion Bible, Apêndice N.° 162; veja também The Non-Christian Cross, pp. 133-141.

  4. Osorio Santos

    O antigo símbolo hieroglífico egípcio da vida – o ankh, uma cruz de tau encimada por um laço e conhecida como crux ansata – foi aprovada e amplamente usada em monumentos cristãs copta. — The New Encyclopedia Britannica, 15° ed., 1995, volume III, page 753.
    Um fato ainda mais curioso pode ser mencionado a respeito desta personagem hieróglifa [o Tau], que os primeiros cristãos do Egito adotaram […] numerosas inscrições dirigidas pelo Tau são preservadas até os dias atuais em monumentos cristãos. — Wilkinson’s Egyptians, de Sir J. G. Wilkinson, volume 5, p. 283-284.
    O uso da cruz como um símbolo religioso em tempos pré-cristãos e entre povos não-cristãos, pode provavelmente ser considerado como quase universal, e em muitos casos ele estava conectado com alguma forma de adoração da natureza. — The Encyclopedia Britannica, 11° ed., 1910, volume VII, p. 506.
    A religião popular e difundida de Osíris e Ísis exerceu considerável influência sobre o Cristianismo primitivo, para estas duas grandes divindades egípcias, cujo culto que tinha passado para a Europa era reverenciado em Roma e em vários outros centros, onde as comunidades cristãs estavam crescendo. Osíris e Ísis, assim diz a lenda, eram irmão e irmã e também marido e mulher, mas Osíris foi assassinado, seu corpo no caixão foi lançado ao Nilo, e pouco depois a viúva e exilado Isis deu à luz um filho, Hórus. O caixão, enquanto isso, foi levado até a costa síria, e tornou-se milagrosamente alojado no tronco de uma árvore, de modo que Osíris, como outros deuses sacrificados, poderia ser descrito como tendo sido “morto e pendurado em uma árvore.” — The Paganism in Our Christianity, Arthur Weigall, 1928, p. 118.

  5. Osorio Santos

    A cruz é o símbolo da antiga fertilidade, combinando o macho vertical e horizontal princípios do sexo feminino, especialmente no Egito — An Illustrated Encyclopedia of Traditional Symbols, J.C. Cooper, p.45.
    O símbolo de culto fálico, a cruz, tornou-se o emblema do Cristianismo. Encontramos a cruz na Índia, Egito, Tibet, e no Japão. A cruz era usada pelas mulheres que foram colocadas nos templos como prostitutas sagradas, como símbolo de sua “vocação” religiosa. A cruz é, de fato, o falo, e na religião cristã é um emblema significativo de sua origem pagã. A cruz era adorada, esculpida em templos, e usada como um emblema sagrado pelos adoradores do sol e da natureza, muito antes de existirem quaisquer cristãos para adorar,… e usá-la — The Christ de John Remsburg, Prometheus Books, 1994.

  6. Osorio Santos

    “Quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama religião.” (Robert M. Pirsig)

  7. Osorio Santos

    “Milagres acontecem para aqueles que acreditam neles. Por que a Virgem Maria nunca aparece para budistas, muçulmanos e hindus que não ouviram falar dela?” (Bernard Berenson)

  8. Osorio Santos

    Dr. Samuel Sharpe descreve um papiro com imagens de Hórus na “abóboda do céu” com seus “braços estendidos”. (Sharpe, EA, p. 149) Sharpe ainda descreve uma das imagens de Hórus em cruz da seguinte forma:
    Encontramos a abóbada do céu representada não pela asas estendidas de qualquer deus que Tebas [Amen / Amun], ou de Neith a rainha da Sais, mas pelos dois braços da Hórus, com a cabeça pendurada para baixo, como o Todo Poderoso é pintado por alguns dos primeiros mestres italianos. (Sharpe, EMEC, 83-84.)

    Aqui, o especialista Sharpe fica impressionado com as similaridades icnográficas de Jesus e Hórus na cruz. Assim, de forma abstrata e teológica, Hórus é visto como o deus sol crucificado. Além disso, William Williamson diz:
    A cruz… é uma símbolo da mais alta antiguidade, mas a representação de uma figura com mãos e pés perfurados com pregos pertencem a um período posterior. A mais antiga descrição da atitude de crucificação é a figura de um deus na abóboda dos céus, com braços estendidos, abençoando o universo. (WILLIAMSON, p. 52)

    Alguns dos principais Pais da Igreja, como Tertuliano, Minucius e Justino, o Mártir (100 – 165 d.C.) , confirmaram que a imagem de um deus “crucificado” estava atrelada a imagem dos deuses solares que eram descritos com os braços estendidos.

  9. Parabéns pelo texto.
    Não só Hórus, já vi comparações da vida de Jesus com mais outros deuses também.

    E a galera sai compartilhando a torta e a direita, sem nunca ter ouvido falar em nenhum dessas entidades.

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