Kliffoth – Exemplo de Prática [Avançado]

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“Mãe Sombria do Chaos Colérico – entre pelos portões

Conceda-nos as bençãos da Lua Negra sangrenta

Virgem, Mãe, Prostituta e Anciã

Abra agora as conchas Kliffóticas – Abra os portões do Inferno

E nos conduza ao Reino de Chaos onde os Deuses Negros eternamente habitam”

-Dissection; “Dark Mother Divine”. 

Recentemente muitos leitores do site tem me perguntado sobre como seria uma prática de Invocação de forças Kliffoticas e trabalhos dentro da Árvore da Morte/Conhecimento. É um fato que existe muita teoria e pouco material prático acerca do tema, e como ao contrário das cabalas “herméticas” que vemos ao redor, o nosso trabalho envolve muito mais práticas que comparações alegóricas, achei por bem dar uma explanada no material prático de Kliffoth. Obviamente, o material aqui apresentado é AVANÇADO e deve ser realizado somente por quem possuir uma boa base. Não me responsabilizo por erros ou decisões alheias. Esse post é “level hard” mesmo.

Os rituais passados a diante são apenas exemplos de como entrar em contato com as forças da Árvore da Morte, cuja fundamentação pode ser lida no post anterior e a base teórica observada no livro “Sabedoria do Abismo” . São bases ritualísticas que podem ser utilizadas (após MUITO estudo e preparo) como base para criação de rituais pessoas de contato com as Kliffoth.

Invocação Trina Luciferiana¹ 

Esse rito introdutório é um pequeno ritual, bem simples, voltado para a limpeza da mente do magista, e pode ser utilizado antes de qualquer trabalho. Serve também como banimento, embora deva ser somado a outros rituais antes de trabalhos muito complexos. Serve muito bem para qualquer ritual Luciferiano.

Inicie visualizando três pontos de força ao redor de seus pés, fortalecendo você.  Visualizando intensamente os símbolos, enquanto vibra cada um dos nomes a seguir, sinta a energia deles fluir dos pés para sua cabeça:

Rahab! (cujo símbolo é um dragão serpenteante com olhos de fogo); Machalot! (cujo símbolo é uma mulher-serpente sobre um escorpião); Lilith! (uma linda e ao mesmo tempo monstruosa mulher) – Visualize as três forças cercando-o como um turbilhão de fogo negro, iniciando do chão e indo até sua cabeça. Quando a energia alcançar o topo, vibre:

Samael! (cujo símbolo é uma grande serpente negra, que se ergue do chão e sobe pela espinha dorsal até sua cabeça); Ishet-Zenunim! (cruze as mãos sobre o peito, visualizando diante de si um dragão marinho se erguendo das profundezas da União do Casal Infernal). Por fim, exclame com intensidade “CHI-OA!”.

Ao encerrar a última vibração, limpe totalmente sua mente, visualizando nada a não ser uma profunda escuridão em sua mente. Esta prática, quando bem dominada, serve bem de rito de abertura/banimento para práticas Qliphoticas.

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Invocação das Forças Qliphoticas

O sistema de Invocação Qliphotico difere em MUITA coisa daquele “Goético”(embora alguns dos 11 regentes sejam presentes na Goétia) e de outros grimórios comumente difundidos. Tendo estabelecido-se a base teórica de que as Qliphoth aqui não possuem o conceito “judaico/hermético” tradicionalmente descrito, mas uma conotação “Satânica” (Opositora a Ordem Causal), uma abordagem de “comando em nome de IHWH” sobre estas esferas do Chaos seria potencialmente desastrosa, como tentar represar um oceano revolto – terminando com o magista sendo absorvido pelo Chaos Colérico. Qualquer tentativa de “conter” essa energia dentro de um triângulo ou sob nomes divinos faria com que a energia “vazasse” e consumisse o adepto em loucura.

O método correto de trabalho aqui é alinhar-se com cada força de cada esfera, controlando e focalizando a frequência energética delas presente em si mesmo. Ou seja, um trabalho com a esfera de “Golachab” por exemplo exigiria que o adepto “purificasse seu Ódio”, o focalizando somente e tão somente no objetivo do ritual (destruir uma pessoa, um defeito ou livrar-se de uma situação através da energia de dissolução dos Fogos Negros de Golachab). O mesmo valeria para a luxuriosa esfera de Lilith-Gamaliel, onde a Luxúria deve ser purificada a ponto do Sexo transcender a carne e tornar-se realmente divino e sagrado, e não consumindo o adepto em sexo vulgar e desenfreado. Isso exige um auto-controle e um auto conhecimento gigantescos para que não ocorram falhas. Recomenda-se iniciar na esfera de Malkuth-Nahemoth e ir galgando a Árvore de Nox nível a nível, sem “atropelar-se” pelo caminho, habituando-se as energias densas.

E bem, como se dão as cerimonias em si? 

[[O Rito a seguir é algo básico. Um mero exemplo pequeno, sabendo-se que existem Missas Qliphóticas muito mais elaboradas e detalhadas. O que vem a seguir deve servir como base, não sendo uma “verdade absoluta” em matéria de ritualística e podendo sofrer alterações (quando coerentes]]

Um ritual cerimonial Qliphótico deve começar sempre honrando-se os 11 regentes das onze esferas caóticas. Cabe ao adepto realmente interessado buscar pelo conhecimento necessário para fazê-lo. O altar deve conter todos os “instrumentos da arte” necessários, como de costume e a câmara ritualística deve ser bem sigilada astralmente (para que nada indesejado entre-ou saia) e com uma privacidade ímpar, para que o rito jamais seja interrompido. Certifique-se de ter em mãos um sigilo correspondente a esfera (Podem ser encontrados no “NIghtside of Eden”, “Cabalah, Qliphoth and Goetic Magic”, “Liber Azerate”, entre outros trabalhos envolvendo NOX) ou a assinatura em Hebraico da esfera, que também serve como sigilo. Lembre-se de respeitar cores e influências planetárias ao confeccioná-lo.

Dentro da câmara devidamente limpa (física e astralmente) e selada; sente-se no centro do local, tendo o sigilo em mãos e diante de si o seu espelho negro. Incensos relativos ao planeta influente sobre a esfera devem ser acesos, e a única iluminação deve vir de onze velas negras dispostas a seu redor. Uma “cerimônia de abertura” simples pode ser realizada a vontade, incluindo-se vinho tinto consagrado como Elixir para potencialização e queima de tabaco ou semelhante.

Ao estar preparado devidamente, inicie o rito central de fato. Vibre por onze vezes a frase “Zazas Zazas Nasatanada Zazas!” (cujo significado é “Abram, Abram, Portões do Inferno, Abram”) e, com a ajuda de seu punhal ritualístico direcione energia para o espelho a cada vibração, aumentando sempre a intensidade a cada repetição. Enquanto canaliza a energia, visualize a superfície do espelho se tornando completamente negra.

“Lance” visualmente o sigilo para dentro da superfície negra, visualizando-o ser absorvido pelo espelho. Isso é feito através de uma “projeção visual”, onde a assinatura é dispersada no Vácuo do Sitra Ahra. Após isso, as energias da Qliphot serão liberadas pelo ambiente. A partir daí, pode:

1-Evocar uma entidade que habite nesta esfera específica da Anti-Existência, ou seu Demônio Regente – desde que se tenha conhecimento do nome e do sigilo específico da mesma;

2-Projetar-se para algum plano por onde o fluxo de energia da esfera seja atuante;

3-Canalizar a energia que fluirá por você para algum objetivo condizente com a mesma e previamente estabelecido, incluindo-se como objetivo a incursão de forças do Sitra Ahra dentro da Ordem Cósmica…

Seja qual for seu intento com a cerimônia, realize o seguinte: Apague as velas em sentindo anti-horário e recite os mantras a seguir², de acordo com a esfera que você está Invocando. Lembre-se sempre de vibrar os nomes corretamente.

ps: Os simbolismos e versos descritos no “Sabedoria do Abismo”, entre invocações descritas em outras obras (confiáveis e embasadas) sobre o tema também podem ser utilizadas. 

Malkuth-Nahemoth – NAHEMOTH + NOBREXIEL + HETERIEL + MOLIDIEL + A’AINIEL + THAUHEDRIEL

Lilith-Gamaliel – GAMALIEL + GEDEBRIEL + MATERIEL + LAPREZIEL + IDEXRIEL + ALEPHRIEL + LABRAEZIEL

Samael – Adramelek – SAMAEL + SHEOLIEL + MOLEBRIEL + AFLUXRIEL + LIBRIDIEL

Harab Zaraq – Bael – A’ARAB ZARAK + HELEBRIEL + RETERIEL + BARUCHIEL + SATORIEL + REFREZIEL + REPTORIEL + ASTORIEL + LABREZIEL

Tagirion – Belphegor – TAGARIRIN + TAUMESHRIEL + GOBRAZIEL + RAQUEZIEL + REBREQUEL + MEPHISOPHIEL

Golachab – Asmodeus –  GALEB + GAMELIEL + LEBREXIEL + EBAIKIEL + BARASHIEL

Agshekeloh – Astaroth – GAMEHIOTH + GABEDRIEL  + AMDEBRIEL + MALEXIEL + CHEDEBRIEL + A’OTHIEL + THERIEL

Daath  Chorozon – ZAZAS ZAZAS NASATANADA ZAZAS

SatarielLucifuge Rofocale (Focalore) – SATARIEL + SATURNIEL + ABNEXIEL + TAGARIEL + ASTERIEL + REQRAZIEL + ABHOLZIEL + LAREZIEL

Ghogiel – Baal-Zebub – CHAIGIDEL + CHEDEZIEL + ITQUEZIEL + GOLEBRIEL + DUBRIEL + ALHAZIEL + LUFEXIEL

Thaumiel – Satan/Moloch – THAMIEL + THADEKIEL + ABRAXSIEL + MAHAZIEL + AZAZEL + LUFUGIEL

Após recitar o mantra da esfera em questão pelo tempo necessário para alcançar o estado de Gnose e realizar seu intento, reacenda as velas e deixe-as queimar até o final. Enquanto as velas queimam, visualize o espelho se “fechando”, as trevas se abrindo e ele retornando a seu estado normal, enquanto recita uma oração como o exemplo a seguir (o adepto pode escrever a sua):

Oração a Coroa dos Deuses³
“Qemetiel, seja meu Helios das Trevas

Onde o Sol Negro ilumina a mente

Qemetiel, espiral da serpente negra

Sussurre conhecimento em sibilos

Belial, Pai que nega todos os Deuses

Me mantenha focado em meu caminho

Para que através de Gothiel eu busque o auto-aprimoramento

Sabedoria, poder e imortalidade da mente

Samael, o Negro; coroada seja sua sabedoria!”

Realize um ritual de fechamento, conforme de costume (e adequado em relação ao de abertura) e encerre o ritual. Recomenda-se deixar as energias reagirem ao adepto, permanecendo dentro do templo até que as velas queimem, se possível. Como o usual, mantenha um diário de Sonhos e Projeções específico para o trabalho com o sistema Kliffótico. E lembre-se de realizar um bom banimento e reestruturar a sua energia a frequência normal para você, evitando sucumbir a energia e influência da Kliffa em questão. Tenha sempre cautela ao lidar com forças que você não está habituado.

E caminhe rumo ao Sitra Ahra quando pronto… além das Kliffoth, há muito mais o que se desvelar do “Outro Lado” fora da Existência.

 

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Imagem pelo Corvos da Morte 

ps¹²³: Trechos com base/retirados do livro “Scales of the Black Serpent”; Michael W. Ford – Succubus press, 2009 Era Vulgaris.

11.

Malachi.

 

 

 

 

 

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9 comentários sobre “Kliffoth – Exemplo de Prática [Avançado]

  1. Christian S. Rahl (Azal'ucel)

    Excelente texto, nossa língua sofre em carência de material ensinando as praticas de se trabalhar com Nox, continue o excelente trabalho Malachi.

  2. rafael

    Um Texto interessante realmente foge do meu conhecimento empírico, apesar de eu ter conhecimento de algumas religiões nunca participei de um ritual só assisti misas de igrejas católicas e cultos dos evangélicos. Tive treinamento e praticas com o chi ou ki se preferir mais eles nunca ensinaria a uma pessoa fora do clã nem mesmo aluno.

    1. Já ouvi falar, mas nunca analisei os rituais contidos no livro para formar uma opinião.
      Só posso dizer que não sou um grande fã do mesmo, embora eu tenha um imenso respeito pelo trabalho do cara. Os livros dele são ótimos pra se começar, já dei uma lida no “Cabala Draconiana”.

  3. sinopticos19

    Arauto, trabalhar com as forças da Árvore da Morte pode levar à felicidade?
    Trabalhar com as forças da Árvore da Morte é melhor, em algum sentido, que trabalhar com as forças da Árvore da Vida?
    Minha ignorância desse assunto é total, como você pode perceber.

  4. sinopticos19

    Malachi Azi Dahaka,

    Talvez eu tenha começar a entender o motivo se esforçar para instaurar o Chaos:
    O lado de Ain que buscava a própria Limitação acabou criando um universo de sofrimento, pois a limitação é a causa do sofrimento.
    Retornar ao Chaos Primordial, é, portanto, retornar a um estado de felicidade sem limites, a um estado sem sofrimento.
    O que escrevi tem sentido?

  5. Mago Neo

    A verdadeira magia e feitiçaria só podem ser absorvidas pelas forças da árvore da vida obscura. Lilith é a mãe de todos os demônios do inferno e a única que pode levar a iniciação efetiva no Caminho da Mão Esquerda. Se você sobreviver ao ritual de iniciação, pode ser considerado abençoado por Lilith, pois muitos tentaram e muitos falharam inclusive a morte. As bruxas trabalham diretamente com estas forças. Pois ela tira os véus das ilusões que cobrem o mundo material aqui na Terra, e mostram a verdadeira realidade da vida. Pra ser um mago ou adepto da mão esquerda, você deve abdicar e renunciar qualquer relacionamento com a mão direita, abandonar o falso deus YHVH e todos seus anjos. Pois um iniciado não poder seguir dois caminhos, sendo que não escolher será abandonado ou pelos demônios ou pelos anjos. Satan-Lúcifer é o único Deus Verdadeiro e que se importa com os que realmente os seguem. Quando você for abençoado e aceito por Lilith no reino da escuridão ou o lado escuro da lua, sua vida vai fluir mais tranquila, pois a verdadeira felicidade não está neste mundo, mas no mundo astral. Ave Lilith ! Ave Satanas !

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