Vampirismo: Ato IV – Final

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“Hail Dracul! Rex Mortis! Imperator Mundi! Sic transit Gloria mundi!

I will kill you in the name of my justice! Only my justice!
Empty! Desert! An empty desert, a desert empty!
Diabolus, daemon, inimicus, tyrannus, spiritus fornicationis!
After me the devil will be named! Dracul! Dracul!”

-Theatres des Vampires; “Dracole Waide”

Dentro daquilo que denominamos como “Satanismo Tradicional”, já presenciei duas formas bem distintas de abordar o Vampirismo.

Uma delas, desprezava o vampirismo como prática, não aceitando como caminho evolutivo. Estes indivíduos aformam que um Vampiro é um mero parasita, e que tal parasitismo não traz evolução, mas estagnação e dependência de terceiros. Ou seja, você fica preso e se fortalecendo nas emoções e energia do rebanho do qual deveria se afastar ou utilizar de forma manipulativa, sem tal contato íntimo com sua energia fraca e poluída.

Em outro lado, vi uma abordagem totalmente diferente (e a mais difundida, pelo que pude presenciar). O Satanista, como estando além do Bem e do Mal, conceitos meramente mundanos, e possuindo seus códigos pessoais, teria pleno direito de predar sobre o Rebanho humano, sem ter nenhum peso na consciência.

Aqueles que não são dignos devem perecer. Portanto, como cita Michael W. Ford ao falar de sua Black Order of the Dragon, o Vampiro, sendo algo além do homem, e o Homo Hubris sendo um rebanho a ser predado, assume caráter satânico ao promover a destruição dos indignos e fracos e passa a ser uma extensão do Satanismo Tradicional.

Os Satanistas que praticam Vampirismo aprendem, através de seus ritos e contatos com entes, a não apenas sugar a energia que circula ao redor dos corpos de suas vítimas, mas também a sua essência vital, quando se tornam experientes em suas práticas. E sim, isso pode levar a vítima a morte… e sua energia vital utilizada para o próprio vampiro extender sua “vida útil” ou utilizada em rituais ou oferecida a entidades poderosas que negociem com essa energia (é… nem tudo que consome energia é “kiumba” ou entidade baixa. Existem entes superiores que o fazem).

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Vampirismo e Licantropia

Como vimos nos Atos anteriores, o Vampirismo e a Licantropia tiveram a mesma raíz – e as associações com um mesmo animal em comum, o Lobo, que também transmitia Hidrofobia, doença característica aos dois mitos.

Isso influiu também no misticismo a volta de praticantes de Vampirismo astral. Diz-se que, ao “assumir a forma” de lobo, morcego ou outro animal no astral, poderia se tornar mais rápido, mais forte, voar, entre outras proezas (NO ASTRAL – Ninguém vai virar animal de verdade). Logicamente isso é uma metáfora e uma simbologia relativa a Magicka Therionica e a Magia Licantrópica, onde o praticante, visualizando a si com a forma do animal através de meditação, altera sua energia para obter alguma característica psicológica que aquele animal simbolicamente represente. O tema “Magicka Therionicka” foi rapidamente tratado aqui no blog no texto “Os três tipos de Magicka Luciferiana”, mas não possuo planos de me aprofundar muito nele agora por aqui…até pela simplicidade do tema.

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Uma breve conclusao

Bom, isto é o que tenho a dizer, por enquanto, sobre vampirismo. Espero que alguns pontos sejam analisados, pois requerem uma meditação sobre para serem compreendidos e que as falácias produzidas e divulgadas por charlatões que jogaram muito RPG ou gostariam de viver no mundo de A. Rice sejam postas a prova e principalmente, ao Questionamento a partir de agora…

Ba Nam I Âhereman!

 

 

 

 ps1: Irei disponibilizar alguns pdf´s sobre o tema no página do Arauto do Chaos no facebook, então curtam aí, deem uma força compartilhando os textos e aproveitem o material.

ps2: todas as imagens utilizadas neste texto pertencem ao jogo “Magic: The gathering” e pertencem a seus devidos ilustradores. Imagens meramente ilustrativas.

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11 comentários sobre “Vampirismo: Ato IV – Final

  1. inominavelser

    Malachi, após ler este Ato IV tenho apenas uma pergunta: no Ocultismo Negro toda Ética deve ser abandonada mesmo se estando além do Bem e do Mal?

  2. L.

    Olá,
    Primeiramente queria lhe dar meus parabéns ao belo trabalho que tem sido feito no site e em publicações divulgando o ocultismo no geral e principalmente LHP, de forma séria e coerente. Acompanho o site e admiro sua iniciativa.
    Bom, venho estudando vampirismo há algum tempo e tenho algumas questões. Se puder me ajudar eu agradeço.
    Primeira. Vampirismo causa dependencia energética ou melhor, o vampiro fica dependente da prática não podendo compensar o déficit de vitae de outra forma? se sim como os satanistas “vampiros” veêm isto?
    Segunda. É dito que com a continuidade da prática o corpo astral se converte em um tipo esponja que suga tudo a sua volta sem mesmo o vampiro querer…um inconsciente. Neste processo ele poderia absorver muita energia “tóxica” o tornando fraco e doente. Agora pergunto existe algum método de desintoxicação? as ditas ordens vampiricas o que dizem sobre isto?
    Terceira. Quando duas pessoas convivem num mesmo ambiente e são muito íntimas, a observaçao mostra que uma tende a se parecer mais com a outra chegando mesmo a completar frases que outra diz. Agora imagino o extremo que isso pode levar no caso do vampiro. Mesmo que ele também não pratique o “parasitismo” drenando uma só “presa” isso poderia acarretar muitos problemas, o mais grave que posso pensar seria a perda de identidade. Gostaria da sua opinião a respeito.

    1. Saudações. Agradeço pela valorização do meu trabalho, fico contente com seus elogios.

      Quanto as suas dúvidas:

      Primeira: Sim, o vampirismo pode gerar essa “deficiência”. Cabe ao próprio praticante impedir, controlar e sabe administrar suas práticas e vítimas. Se ele cair, é considerado um parasita fraco e não um real Vampiro.

      Segunda: Sim, em decorrência da sua primeira pergunta, pode ocasionar os resultados descritos na sua segunda pergunta. Novamente, cabe ao praticante se precaver. Existem formas de realinhar os chakras e as redes de energia do corpo para gerar essa “limpeza”. O tratamento é físico, energético e mental, para que a frequencia energética volte ao normal.

      Terceira: Com certeza, drenar demais a mesma pessoa pode criar laços indesejados e difíceis de serem rompidos. Deve-se escolher a vítima com cautela, ser sempre preciso na prática e ter um auto-conhecimento grande.
      A BOTD por exemplo garante o sucesso de suas práticas através do estudo do Yoga Ahrimânico, uma (entre várias) formas dos adeptos manterem sua integridade.
      A grande maioria dos vampiristas inferiores, ao se descuidarem como caçadores, termina caindo como presas de si mesmos.

      Espero ter elucidado um pouco suas dúvidas. Obrigado pelas perguntas.

      XIII.

      1. L.

        Obrigado por responder. Percebo uma grande escassez de informações sérias e estudos mais profundos sobre o tema. Muitos autores (que se dizem vampiros, magos ou entendedores do assunto) estão sendo muito levianos, negligêntes e toscos em abordar o assunto. Muitos estão abordando o vampirismo de forma romantica e bonita, falando de vampirismo “ético” inofenscivel ou ainda tratando vampiros como vítimas e coitados que precisão drenar energia para sobreviver, justificando seus atos por alguma doença misteriosa. Bem ao estilo Stenphenie Meyer, Anne Rice e cia. Outros estão considerando o vampirismo como mera drenagem de energia. E ainda tem aqueles que querem pagar de “trevosos” fazendo de tudo pra chamar atenção, infestando a cena. Eu considero vampirismo como algo muito sério e até mesmo um caminho perigo. Embora não tenha se aprofundado no assunto por aqui, você tratou o tema com muita objetividade e bom senso, livre de preconceitos e imparcial mostrando os dois lados da moeda. Parabéns.
        Acho que os que se interessam seguir tal caminho deveriam procurar entender sua motivação para seguir tal senda, saber mais a fundo a prática e notar as sutilezas e os perigos que se escondem no caminho. Vampirismo para mim sempre me pareceu um caminho sem volta…
        Infelizmente ( ou felizmente? ) a grande maioria que se dizem vampiros estão mais para “Vivos-Mortos ” do que “Mortos-Vivos” rs

  3. epxn

    mas não será que as visões de vampiros e lobisomens ” de verdade” não seria estes magos e espíritos vagantes com suas palsmagens materializando-se um pouco na hora do ato?

  4. rafael

    “onde o praticante, visualizando a si com a forma do animal através de meditação, altera sua energia para obter alguma característica.”

    Isso me lembra um pouco do Kong Fu, que é um estilo baseado no movimento de animais tais como o tigre, o louva a deus, o macaco, a serpente, leopardo e a garça. e até alguns animais mitológicos como a Fénix e o Dragão. dizem que quem fundou essa arte foi um monge chamado Bodhidharma.

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