Os três tipos de Magicka Negra Luciferiana

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Post resgatado da minha coluna de “Mão Esquerda”, removida recentemente do site “Conversa entre Adpetus”.

As seguintes conceituações são adaptações genéricas daquilo que é exposto na “Bible of the Adversary”, um dos livros modernos mais bem trabalhados dentro do Caminho da Mão Esquerda Ocidental e dentro da The Order of Phosphorus.

Para os Luciferianistas em especial, a Magicka se divide em três tipos diferenciados entre si, conforme seu uso e energias participativas nos rituais realizados em cada um. Pode-se dizer, dentro do contexto do post anterior sobre magicka negra como forma de evolução interna, que estes três tipos se encaixam dentro desta categoria de magicka, pois visam a evolução do próprio indivíduo – sendo interessante frisar que essas formas de magia NÂO servem somente para prejudicar terceiros ou obter desejos materiais, embora isto, a determinado nível de desenvolvimento do mago, também seja possível de ser conquistado.

O que há em vista de principal aqui, é o auto desenvolvimento e superação do “Self”.

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Primeira forma: Magicka Luciferiana

Consiste em trabalhos de transformação pessoal, utilizando-se principalmente dos Deuses e Egrégoras Luciferianos. Deuses pagãos como Apolo, Phosphorus/Eósphorus, Heliel Ben Sachar, Prometeus, Azazel e os Nephilim. Os Anjos “Caídos” e reerguidos servindo como máscaras a serem invocadas e exemplos de vivência. Aqueles que caíram, devem se reerguer.

É a “alta magia” do LHP, consistindo no desenvolvimento do “Corpo de Luz”, a verdadeira Luz Interna do Adepto, dissoludora de Ilusões e que traz a Ascenção do Espírito. É o contato com o Sagrado Anjo Guardião, desperto através da energia dos Arcontes Luciferianos, os Observadores (Watchers) do culto dos Nephilins (descendentes dos Anjos da segunda rebelião, liderados por Azazel e Shamyaza com humanas).

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Segunda forma: Magicka Therionicka (Magicka Bestial)

Esta segunda forma lida com nosso lado animalesco. O Ser Humano é um Animal, nos esquecemos disso apenas por nos trancarmos em cidades. No entanto, temos preservado dentro de nosso interior aquilo que possuímos de Bestial.

A Magicka Therionica lida com as entidades que se manifestam através de aspectos animalescos, garras, presas, cabeças de animais e com os instintos mais básicos do ser humano. A magia sexual e feitiços poderosos de ataque e defesa estão presentes, bem como o uso de características animais como foco para desenvolver atributos (Magia Licantrópica – aquela onde se absorve características dos animais, não associar por favor aos seres da fantasia que de fato se transmutam fisicamente em um) símbolos daquele animal. É o seu lado mais “humano” e ligado a matéria fisica.

 

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Terceira forma: Feitiçaria das Sombras

O autor da bibliografia citada limita um pouco esta esfera de magia em seu livro, ao citá-la somente como “Magia Yatukih” (Feitiçaria Persa, baseada no culto a Ahriman). Eu ouso complementar a informação, extendendo o conceito da toda Demonologia, a feitiçaria Goétia, sistemas de evocação de entidades de baixa frequencia, trabalho com Exus/Malandros e toda sorte de entidade que lide com os aspectos da Sombra do ser humano – ainda que isto não os torne necessariamente “maléficos”, mas oriundos do nosso Abismo interno.

É a relação do Adepto com sua Chama Negra Interna, e com aquilo que o torna rebelado por natureza, sua Vontade de imergir no Chaos. Para ser bem sucedido nesta forma de magicka, é necessário alinhar o Chaos de seu Abismo Interno com aquele Chaos externo primordial, presente no Acausal.

 

É através do domínio sobre estas 3 chaves ritualísticas/magickas que o Adepto une as Trevas e a verdadeira Luz interna, tornando-se completo e não se cegando com ilusões provocadas pelo Ego ou submetidas por agentes externos limitadores.

 

Ba Nãm I Âhriman! 

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6 comentários sobre “Os três tipos de Magicka Negra Luciferiana

  1. pietra

    Como é difícil de abrir a mente e aceitar a possibilidade de desenvolvimento interior em trabalhar desta maneira: “sistemas de evocação de entidades de baixa frequencia, trabalho com Exus/Malandros e toda sorte de entidade que lide com os aspectos da Sombra do ser humano – ainda que isto não os torne necessariamente “maléficos”, mas oriundos do nosso Abismo interno”.
    Aquelas entidades que “baixam” nas igrejas evangélicas se encaixariam nesta categoria?
    Parabéns pelo texto!

    1. Saudações;

      Obrigado pelos elogios. Quanto a sua dúvida, não, aqueles entes (quando são entes e não atuação combinada) manifestos em Igrejas Evangélicas são normalmente Eguns (falecidos) querendo atenção, Kiumbas ou simplesmente vermes astrais se alimentando e vampirizando as pessoas que concedem a eles a atenção que querem pra se fortalecer.
      Normalmente, eles sim são entes muito mal intencionados.

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