Inverno da Alma

dark-winter-night

“Eu posso sentir o silêncio no vento
Como um passaro noturno que nunca canta
janelas de luz são tudo que eu vejo
A memória do mais negro inverno permanece…”
  Para aqueles cuja alma congelou, os sentimentos de todos a sua volta são desconsiderados e ínfimos se comparados a sensação de mal estar constante. A “frieza” expressa em atos e palavras chega em alguns momentos a tornar-se física e energética. A pessoa torna-se “pesada” e negativa psicologicamente, chegando algumas vezes a morbidez e depressão.
   As vezes nós olhamos tanto para o “abismo” que o abismo olha de volta a nós. O mundo físico com todos os seus problemas nos traga para dentro de si. Toda nossa vontade é de nos isolar no Astral, no mundo plástico e moldável, onde podemos nos proteger da realidade cruel. Nossa esperança a muito se foi, e com ela a paixão por qualquer ser humano. Nossa concha física nos passa sensação de inutilidade e fraqueza. Comer, fazer sexo, e outras necessidades básicas tornam-se um incômodo constante o qual ansiamos por superar.
  A morte começa a parecer uma companheira agradável, e seu toque gélido a carícia de uma amante distante. O coração congela para paixões humanas, e consequentemente nos tornamos menos humanos durante estes momentos. Felizmente eles duram pouco, frequentemente costumam durar apenas um dia ou dois. Mas caso o ocultista tenha tendências depressivas, o mesmo pode se encontrar em um estado difícil de sair, e até perigoso ao ponto de gerar suicídio.
   Este é um estado psicológico/energético normalmente encontrado em habitantes do Umbral, ou de pessoas que se identifiquem com tais habitantes. Ou seja, uma pessoa com tais tendências que aventure-se por várias vezes neste plano pode acabar se “congelando” por dentro devido a frequência do plano. E claro, aos lamentos constantes dos abrigados por lá.
   O contato com determinadas entidades, como alguns demônios ou deidades ligadas a tal sentimento (Vide a deusa Eslava Marzanna, do Inverno e de suas sensações – físicas e psicológicas), também pode ocasionar no evocador ou invocador este sentimento. Evitar ou “curar” o Inverno da Alma é simples. Contrabalancear com invocações elementais do fogo, entidades ígneas ou meramente trazer o afetado “de volta” ao mundo físico e recordar-lhe que ele ainda é um humano e ainda necessita de sensações físicas e mentais, antes que o mesmo perca sua humanidade e torne-se algo diverso…
    Vale a pena recordar que este estado também pode ser induzido a um alvo, levando-o a loucura, depressão e perda de humanidade para com as pessoas a sua volta. Seja ele ocultista ou não, mas resultando em suicídio ou isolamento total. Uma morte por congelamento da própria Anima.  
 “Morrendo, o arco-íris nunca irá aparecer
Com a neve em minhas mãos,eu grito em lágrimas
Cego, eu tremo como um lobo solitário
perdido no paraíso negro da Noite…”
-The Darkest Winter
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Um comentário sobre “Inverno da Alma

  1. Adimiron Sorath

    muitas vezes, a agonia é constante e pode-se aprender a viver com ela. Porém, quando menos se espera, ela pode ir embora, ou o fogo que trazemos pode nos incendiar de volta, aquecendo um coração e olhar que ha muito jazia na frieza de uma sensação gélida.

    escolhas, escolhas e escolhas…

    é como as coisas funcionam, em qualquer lugar…
    abs

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